Fase 02
Práticas socioculturais quilombolas e o Ensino de Ciências e de Biologia.
Ancestralidade, cultura e vivências das comunidades quilombolas integrados à sala de
aula e que contemple a especificidade dos saberes quilombolas. Caminhos e possibilidades
para o Ensino de Ciências e de Biologia voltado para a Educação Escolar Quilombola e
desenvolvimento de intervenções pedagógicas que estabelecem um elo entre
conhecimentos ancestrais e o conhecimento escolar. Intersecção entre conhecimentos
científicos e ancestrais quilombolas nas práticas de ensino.
A disciplina tratará de temas relacionados à diversidade linguística e cultural, inclusão
educacional, capacitação de professores e políticas linguísticas, visando preparar os futuros
educadores para atuarem de maneira reflexiva e crítica no ensino de línguas. Além disso,
reconhecerá e valorizará a contribuição do povo negro na formação da cultura afro-brasileira,
com foco na oralidade e letramentos críticos, sempre vinculadas a contextos reais de
comunicação. A expressão oral e a produção de textos serão direcionadas às práticas narrativas
dos alunos e sua comunidade, explorando suas manifestações orais, letramentos e contos
baseados na literatura afro-brasileira.
A despeito do processo de invisibilidade e desmerecimento afrodescendente no
contexto social. Nisto se inclui todo um debate sobre a formação e dinâmica socioespacial
das comunidades quilombolas no país, suas formas de organização, produção, e
interrelações com o meio ambiente e sociedade.
Identificação de problemáticas relacionadas às condições históricas, sociais, culturais,
políticas, educacionais, econômicas, ambientais e produtivas. Planejamento de ações coletivas
junto às comunidades do território onde está sendo desenvolvido o Tempo Comunidade. Tópico
especial: Territorialidades
SSaberes e fazeres tradicionais das comunidades quilombolas de Santa Catarina. Saberes
e fazeres tradicionais do Quilombo Invernada dos Negros. Aprendizagem com os conhecedores,
griôs, mestres e portadores de saberes.
A disciplina aborda os paradigmas de análise relacionados à ação coletiva e aos
movimentos sociais, destacando a autonomia e a dimensão política inerentes a esses
movimentos, as relações entre o Estado e os movimentos sociais no contexto brasileiro, com
foco especial no movimento social negro. O curso também investiga as características dos
quilombos, assim como o movimento quilombola, analisando temas como territorialidade,
cultura, religiosidade e identidade quilombola.
Serão explorados os fundamentos da Antropologia aplicados ao estudo dos povos e
comunidades quilombolas. Identidade cultural, organização social, sistemas de parentesco,
religiosidade, economia, territorialidade e resistência. Ainda serão discutidas as teorias
antropológicas relevantes para a compreensão das dinâmicas culturais e sociais presentes nas
comunidades quilombolas, destacando-se as contribuições da Antropologia decolonial e da
Antropologia da diáspora africana.
Etnia, Estado e Nação. Comunidades étnicas e etnicidades contemporâneas.
Identidades nacionais e fronteiras territoriais. Terra, território e territorialidade. Terras
tradicionalmente ocupadas. Terras de uso comum, usos sociais da terra e direitos coletivos.
Conflitos territoriais e o papel do Estado.